Dois meses após o crime que
chocou o Agreste pernambucano, o laudo do exame de DNA trouxe uma reviravolta
no caso da idosa Maria Lins de Almeida, de 88 anos, brutalmente assassinada no
município de Lajedo, no Agreste de Pernambuco. O resultado pericial confirmou
que o homem apontado como principal suspeito não teve participação no crime.
O suspeito havia sido detido
no mesmo dia em que a cabeça da vítima foi encontrada dentro de uma sacola,
jogada em uma estrada de terra no bairro Bom Jesus. Morador da comunidade de
Olho D’Água, onde Maria Lins residia, ele passou a ser alvo de suspeitas, o que
motivou a coleta de material biológico para exames periciais.
Com a conclusão do laudo, a
Polícia Civil confirmou que não houve compatibilidade genética, descartando
totalmente a participação do homem no assassinato da idosa.
Mesmo sem o resultado do DNA,
a casa dele foi invadida por moradores, completamente destruída e
incendiada, resultando na perda total do imóvel e de todos os seus pertences.
Um ato de violência motivado pela comoção e pela suspeita, que acabou atingindo
um inocente.
As investigações seguem sob
responsabilidade da Delegacia de Lajedo, coordenada pelo delegado Cledinaldo
Menezes, que tem demonstrado total empenho para esclarecer o caso, identificar
o autor ou autores do crime e dar uma resposta à sociedade. Até o momento, o
corpo da vítima ainda não foi localizado, o que reforça a complexidade da
investigação.
A Polícia Civil faz um apelo à
população: qualquer informação que possa ajudar na localização do corpo de
Maria Lins de Almeida ou na identificação de quem cometeu esse crime deve ser
repassada de forma anônima à Delegacia de Lajedo. A colaboração da sociedade é
fundamental para que a justiça seja feita e para que o responsável por esse
crime bárbaro seja preso.
O caso segue em investigação e
a polícia reforça que denúncias responsáveis podem ser decisivas para o
desfecho de um dos crimes mais chocantes já registrados na região.

