Os policiais civis de
Pernambuco iniciaram, à meia-noite desta quarta-feira (4), uma paralisação de
24 horas que atinge delegacias e demais unidades da Polícia Civil em todo o
estado. A mobilização é coordenada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco
(SINPOL-PE) e tem como objetivo denunciar a falta de investimentos, a
desvalorização profissional e as condições precárias de trabalho enfrentadas
pela categoria.
De acordo com o sindicato, o
movimento busca pressionar o Governo de Pernambuco a promover a reestruturação
da Polícia Civil, considerada essencial para o fortalecimento das investigações
e do combate à criminalidade. Entre as principais reivindicações estão o
aumento do efetivo, melhorias na infraestrutura das unidades, modernização dos
serviços e revisão salarial.
O SINPOL-PE afirma
que a atual situação da Polícia Civil compromete o enfrentamento ao crime
organizado e prejudica o atendimento à população, especialmente em um cenário
de altos índices de violência. A entidade ressalta que delegacias operam com
déficit de profissionais, equipamentos insuficientes e estruturas físicas
inadequadas.
Na segunda-feira (2),
representantes do sindicato participaram da abertura do ano legislativo na
Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde cobraram do Governo do
Estado o cumprimento de compromissos firmados com a categoria. A ação integra
uma agenda de mobilização aprovada em assembleia e tem como foco a retomada do
diálogo com a gestão estadual.
Segundo o sindicato, mesmo
após promessas feitas durante o período eleitoral, os policiais civis continuam
enfrentando baixos salários e a falta de investimentos estruturais, o que,
segundo a entidade, enfraquece o trabalho investigativo e impacta diretamente a
segurança pública.
Entre as pautas defendidas
está o envio da Lei Orgânica da Polícia Civil, considerada fundamental para
garantir melhores condições de trabalho, valorização profissional e maior
eficiência no combate à criminalidade em Pernambuco.
Para o presidente do
SINPOL-PE, Áureo Cisneiros, a paralisação representa o limite da insatisfação
da categoria diante da ausência de respostas efetivas do Governo do Estado. Ele
destaca que investir na Polícia Civil é investir na segurança da população pernambucana.
Após o ato desta quarta-feira,
o sindicato espera a abertura de uma mesa de negociação com a governadora a
partir do dia 5 de fevereiro. Já no dia 11, está prevista uma nova passeata, às
15h, com concentração na sede do SINPOL, em parceria com a ADEPPE, quando
também será discutida a possibilidade de greve.
